Diagnóstico Elétrico

Responda as perguntas abaixo e descubra a causa do problema na sua instalação.

Como funciona: Selecione onde está o problema e responda as perguntas. Em poucos passos você recebe o diagnóstico técnico com a causa provável, os passos para resolver e o nível de risco.

Todos os problemas elétricos cobertos

Os 43 diagnósticos da ferramenta, com a causa provável e os passos para resolver cada um. Use o diagnóstico acima para chegar direto ao seu caso, ou consulte a lista completa abaixo.

🚿 Chuveiro elétrico

Leia também: Qual disjuntor usar no chuveiro · Chuveiro não esquenta: o que verificar · Como montar o circuito do chuveiro

☠️ Fuga de corrente no chuveiro — risco de eletrocussão ☠️ Risco Crítico

Causa provável: A corrente elétrica está chegando à carcaça, ao encanamento ou à água. Causas: resistência com defeito e fuga para a carcaça, falta de aterramento, ou neutro partido na entrada da casa.

Passos para resolver

  1. PARAR DE USAR O CHUVEIRO IMEDIATAMENTE.
  2. Desligar o disjuntor do chuveiro e não religar.
  3. Chamar eletricista para verificar o aterramento de toda a instalação.
  4. Confirmar se há fio terra chegando ao chuveiro e se o eletrodo de aterramento está instalado.
  5. Instalar DR no circuito do chuveiro — obrigatório por norma.
Resistência em início de falha / conexão interna solta 🔴 Risco Alto

Causa provável: O estalido ou faísca indica que a resistência está falhando ou há uma conexão interna frouxa gerando arco elétrico. Se não tratado, evolui para resistência queimada.

Passos para resolver

  1. Desligar o disjuntor do chuveiro imediatamente.
  2. Abrir o chuveiro e inspecionar todas as conexões internas — apertar bornes frouxos.
  3. Testar a resistência com multímetro.
  4. Substituir a resistência se houver qualquer sinal de dano.
  5. Não usar o chuveiro até a inspeção ser concluída.
🔴 Disjuntor do chuveiro desarmado ⚠️ Risco Médio

Causa provável: O disjuntor desarmou por sobrecarga ou por curto na resistência. Isso é proteção funcionando — não religar sem investigar.

Passos para resolver

  1. Não religar o disjuntor imediatamente.
  2. Verificar visualmente o chuveiro (cheiro de queimado, marcas pretas).
  3. Testar a resistência com multímetro: se marcar 0Ω, está em curto — substituir antes de religar.
  4. Verificar se o disjuntor é compatível com a potência (25A para 5500W/220V).
  5. Após correção, armar o disjuntor e observar se mantém armado.
Tensão incorreta na instalação 🔴 Risco Alto

Causa provável: O chuveiro está operando com tensão diferente da especificada. Chuveiro 220V ligado em 127V fica morno ou frio. O inverso (127V em ponto 220V) queima a resistência instantaneamente.

Passos para resolver

  1. Medir a tensão na saída do chuveiro com multímetro (fase-neutro).
  2. Verificar a etiqueta do chuveiro para confirmar a tensão nominal.
  3. Se a tensão estiver errada: corrigir o circuito ou substituir o chuveiro pelo modelo adequado.
  4. Nunca alterar a tensão da instalação sem verificar todos os aparelhos do circuito.
🌡️ Resistência em fim de vida útil ou queda de tensão ⚠️ Risco Médio

Causa provável: A resistência está aquecendo parcialmente (fim de vida) ou há queda de tensão no circuito causada por fio subdimensionado ou conexão com mau contato.

Passos para resolver

  1. Medir a tensão diretamente nos bornes do chuveiro com ele ligado — se for menor que 200V para um chuveiro 220V, há queda excessiva.
  2. Verificar a bitola do fio do chuveiro (mínimo 4mm² para 5500W).
  3. Verificar se as conexões no disjuntor e na tomada do chuveiro estão firmes.
  4. Se a tensão estiver correta, substituir a resistência.
Disjuntor subdimensionado para o chuveiro ⚠️ Risco Médio

Causa provável: O disjuntor tem capacidade menor que a corrente nominal do chuveiro. Um chuveiro de 5500W em 220V consome 25A — um disjuntor de 20A vai desarmar ao ligar.

Passos para resolver

  1. Calcular a corrente do chuveiro: I = P ÷ V (ex: 5500W ÷ 220V = 25A).
  2. Substituir o disjuntor pelo tamanho correto (25A ou 32A para alta potência).
  3. Verificar se o fio do circuito aguenta a nova corrente (mínimo 4mm² para 25A–30A).
  4. Nunca aumentar o disjuntor sem verificar a bitola do fio antes.
Curto-circuito na resistência do chuveiro 🔴 Risco Alto

Causa provável: A resistência está em curto-circuito interno. Com disjuntor de 25A ou mais, o curto na resistência ainda provoca o desarme instantâneo.

Passos para resolver

  1. Desligar o disjuntor e não religar.
  2. Abrir o chuveiro e testar a resistência com multímetro: leitura de 0Ω confirma o curto.
  3. Substituir a resistência pelo modelo correto.
  4. Após substituição, armar o disjuntor e testar.
Resistência com curto-circuito interno 🔴 Risco Alto

Causa provável: A resistência queimou de forma mais severa, causando um curto interno. O estalido ou cheiro indica que o elemento fundiu e pode ter danificado outros componentes do chuveiro.

Passos para resolver

  1. Desligar o disjuntor do chuveiro imediatamente e não religar.
  2. Substituir a resistência e inspecionar os demais componentes internos (termostato, bornes).
  3. Verificar se o disjuntor está correto para a potência do chuveiro (25A para 5500W em 220V).
  4. Testar a instalação com multímetro antes de religar.
🔥 Resistência queimada ⚠️ Risco Médio

Causa provável: A resistência elétrica interna queimou — causa mais comum de chuveiro frio. Geralmente ocorre por incrustação de calcário (que superaquece o elemento), surtos de tensão ou fim da vida útil.

Passos para resolver

  1. Desligar o disjuntor do chuveiro antes de qualquer intervenção.
  2. Abrir a tampa e inspecionar a resistência visualmente (marcas pretas, deformação).
  3. Testar a continuidade da resistência com multímetro — deve marcar entre 8Ω e 30Ω conforme a potência.
  4. Substituir a resistência pelo modelo compatível (mesma potência e tensão).
  5. Instalar DPS no quadro se não houver, para evitar recorrência por surtos.

⚡ Disjuntor / Quadro elétrico

Leia também: Disjuntor desarmando sem motivo · Qual disjuntor usar em cada circuito · Quantos disjuntores o quadro precisa

🔥 Borne frouxo ou barramento superaquecido — risco de incêndio ☠️ Risco Crítico

Causa provável: Conexão frouxa entre fio e disjuntor (ou barramento pente) gera resistência elétrica no ponto de contato, que aquece progressivamente. É uma das principais causas de incêndio elétrico residencial.

Passos para resolver

  1. Desligar o disjuntor geral antes de qualquer inspeção no quadro.
  2. Verificar todos os bornes dos disjuntores: procurar marcas escuras, fios decolorados ou plástico derretido.
  3. Apertar todos os parafusos de fixação dos fios nos disjuntores.
  4. Substituir disjuntores com sinais visíveis de queimado.
  5. Se houver danos no barramento, chamar eletricista — pode ser necessário substituir o quadro.
🔥 Conexão frouxa no barramento — arco elétrico ☠️ Risco Crítico

Causa provável: Barramento pente ou borne de fio frouxo gera calor por resistência de contato. O barulho (estalido) pode indicar arco elétrico — situação de alto risco de incêndio.

Passos para resolver

  1. Desligar o disjuntor geral imediatamente.
  2. Verificar visualmente todas as conexões do quadro.
  3. Apertar os parafusos do barramento pente e dos bornes de todos os disjuntores.
  4. Se houver barulho recorrente ou marcas de arco, chamar eletricista — pode ser necessário substituir o barramento.
Curto-circuito ativo no circuito 🔴 Risco Alto

Causa provável: Há contato direto entre fase e neutro em algum ponto da fiação ou em algum aparelho. O disjuntor atua imediatamente como proteção.

Passos para resolver

  1. Não tentar armar o disjuntor repetidamente — isso pode danificá-lo.
  2. Desconectar todos os aparelhos do circuito.
  3. Tentar armar o disjuntor sem nada conectado: se armar, o problema está em um aparelho.
  4. Se não armar mesmo sem carga, o curto está na fiação — rastrear o percurso por danos visíveis.
  5. Verificar emendas, caixas de passagem e pontos onde fios passam por dobras apertadas.
🔴 Sobrecarga no circuito / disjuntor subdimensionado ⚠️ Risco Médio

Causa provável: A soma das cargas ligadas no circuito excede a capacidade do disjuntor. Ou o disjuntor foi instalado com amperagem insuficiente para os aparelhos do circuito.

Passos para resolver

  1. Identificar todos os aparelhos no circuito que desarmou.
  2. Somar as potências e calcular a corrente total: I = P ÷ V.
  3. Se ultrapassar 80% da capacidade do disjuntor, há sobrecarga.
  4. Dividir os aparelhos em mais circuitos ou substituir o disjuntor por maior capacidade.
  5. Nunca aumentar o disjuntor sem antes verificar a bitola do fio — o fio deve ser dimensionado primeiro.
🟡 Fuga de corrente ou disjuntor com defeito ⚠️ Risco Médio

Causa provável: Fuga de corrente por isolação deteriorada faz o disjuntor desarmar intermitentemente. Também pode ser um bimetálico desgastado que atua em correntes abaixo do nominal.

Passos para resolver

  1. Verificar visualmente a isolação dos fios no quadro e nas caixas de passagem.
  2. Se possível, testar a isolação da fiação com megôhmetro.
  3. Se a fiação estiver íntegra, substituir o disjuntor — bimetálicos envelhecidos perdem calibração.
  4. Verificar se o desarme ocorre mais em dias quentes (temperatura afeta o bimetálico).
⚠️ Fuga de corrente no aparelho elétrico — DR funcionando corretamente 🔴 Risco Alto

Causa provável: O aparelho específico tem fuga interna para a carcaça ou para a terra. O DR detecta a diferença de corrente entre fase e neutro e desarma como proteção. Isso é proteção funcionando, não defeito do DR.

Passos para resolver

  1. Identificar o aparelho culpado (ligar um de cada vez para confirmar).
  2. Não usar o aparelho com defeito até revisão técnica.
  3. Verificar se o aparelho tem aterramento real (pino terra conectado).
  4. Levar para manutenção — componentes internos com fuga precisam de reparo.
  5. Se o chuveiro for o culpado: verificar resistência e aterramento da instalação.
⚠️ Fuga na fiação ou neutro/terra mal segregados 🔴 Risco Alto

Causa provável: Corrente vazando pela isolação deteriorada da fiação ou neutro e terra conectados fora do quadro principal (criando laço de corrente contínua que dispara o DR).

Passos para resolver

  1. Verificar se o neutro e terra estão separados corretamente no quadro (devem se unir apenas no barramento principal).
  2. Inspecionar a fiação em pontos com umidade (sob pias, banheiros, área externa).
  3. Testar a isolação da fiação com megôhmetro se disponível.
  4. Verificar emendas feitas fora de caixas de passagem.

🔌 Tomada

Leia também: Tomada esquentando: o que fazer · Cheiro de queimado na tomada · Como instalar tomada elétrica

🔥 Arco elétrico por contato desgastado — risco de incêndio ☠️ Risco Crítico

Causa provável: Contatos desgastados criaram arco elétrico que carbonizou a tomada. Risco real de incêndio, especialmente em caixas plásticas.

Passos para resolver

  1. Desligar o disjuntor do circuito imediatamente.
  2. Substituir a tomada — nunca reutilizar uma tomada queimada.
  3. Inspecionar a caixa elétrica e os fios atrás da tomada por marcas de calor.
  4. Substituir fios danificados pelo calor.
  5. Verificar o dimensionamento do circuito para evitar recorrência.
Contatos desgastados ou fio solto ⚠️ Risco Médio

Causa provável: Faísca forte ao plugar indica contatos desgastados, fio solto no borne ou sobrecarga iminente. Uma faísca muito pequena em aparelhos com capacitor interno pode ser normal — mas faísca visível e forte não.

Passos para resolver

  1. Desligar o disjuntor e inspecionar a tomada.
  2. Verificar e reapertar os fios atrás da tomada.
  3. Substituir a tomada se os contatos estiverem desgastados.
  4. Verificar se o aparelho plugado não tem defeito interno.
🟡 Tomada desgastada ou padrão incompatível ✅ Risco Baixo

Causa provável: Os contatos metálicos perderam a pressão de mola por uso excessivo, não segurando mais o plugue. Ou a tomada é do padrão antigo (2 pinos redondos) incompatível com o NBR 14136.

Passos para resolver

  1. Substituir a tomada por uma nova com certificação Inmetro, padrão NBR 14136.
  2. Aproveitar para verificar os fios chegando — verificar o estado do isolamento.
  3. Se o padrão antigo está em toda a casa, planejar atualização gradual.
☠️ Fase tocando a caixa / falta de aterramento ☠️ Risco Crítico

Causa provável: Choque ao tocar a tomada indica fase em contato com a caixa elétrica metálica sem aterramento, ou fio com isolação rompida encostando no metal. Risco de eletrocussão.

Passos para resolver

  1. Parar de usar a tomada imediatamente.
  2. Desligar o disjuntor do circuito.
  3. Abrir a caixa e verificar se algum fio está encostando no metal.
  4. Verificar se há fio terra chegando à tomada e se a caixa está aterrada.
  5. Não religar sem resolver o aterramento.
🔴 Disjuntor do circuito desarmado ✅ Risco Baixo

Causa provável: O disjuntor que protege o circuito da tomada desarmou por sobrecarga ou curto. Proteção funcionando normalmente.

Passos para resolver

  1. Identificar qual disjuntor protege o circuito dessa tomada.
  2. Desconectar todos os aparelhos desse circuito.
  3. Armar o disjuntor — se cair imediatamente, há curto na fiação.
  4. Se armar, ligar os aparelhos um a um para identificar qual causa sobrecarga.
  5. Redistribuir cargas em outros circuitos se necessário.
🟡 Fio solto atrás da tomada ou fio partido ✅ Risco Baixo

Causa provável: Com o disjuntor armado e a tomada sem tensão, o problema está na própria tomada ou no fio. Causas comuns: fio desprendido do borne, tomada oxidada ou fio partido dentro da parede.

Passos para resolver

  1. Desligar o disjuntor do circuito.
  2. Remover a tomada da caixa e verificar se os fios estão firmes nos bornes.
  3. Reconectar fios soltos com parafuso bem apertado.
  4. Se os fios estiverem firmes, testar a continuidade do fio com multímetro a partir do quadro.
  5. Fio partido dentro da parede exige passagem de novo condutor no eletroduto.
🔴 Tomada 10A com carga de 20A — risco de incêndio 🔴 Risco Alto

Causa provável: Aparelhos de alta potência (acima de 1500W em 127V ou acima de 3000W em 220V) exigem tomada de 20A. Uma tomada de 10A com essa carga aquece, deteriora e pode causar incêndio.

Passos para resolver

  1. Verificar a potência do aparelho na etiqueta (em Watts).
  2. Calcular a corrente: I = P ÷ V. Se for acima de 10A, a tomada deve ser de 20A.
  3. Substituir a tomada pela versão de 20A.
  4. Verificar se o fio do circuito suporta a corrente (mínimo 2,5mm² para 20A).
  5. Verificar se o disjuntor é compatível (20A para tomadas de 20A).
🟡 Contatos internos desgastados ou fiação subdimensionada ⚠️ Risco Médio

Causa provável: Os contatos metálicos internos da tomada estão oxidados ou desgastados, gerando resistência e calor. Ou a fiação chegando à tomada está subdimensionada para a carga.

Passos para resolver

  1. Substituir a tomada por uma nova com certificação Inmetro.
  2. Verificar a bitola do fio do circuito — mínimo 2,5mm² para circuitos de tomadas.
  3. Verificar se as conexões no borne estão firmes.
  4. Evitar uso de extensões e benjamins nessa tomada.

💡 Iluminação / Lâmpada

Leia também: Luz piscando na casa: causas · Interruptor paralelo (three-way)

🟡 LED queimando rápido — surtos ou soquete com mau contato ✅ Risco Baixo

Causa provável: LEDs são sensíveis a surtos de tensão e temperatura elevada. Causas comuns de vida útil curta: picos de tensão, soquete com mau contato gerando calor, luminária fechada sem ventilação ou lâmpada sem certificação.

Passos para resolver

  1. Verificar se há DPS instalado no quadro (proteção contra surtos).
  2. Inspecionar e limpar o soquete — substituir se oxidado.
  3. Verificar se a luminária permite circulação de ar (LED superaquece em luminárias fechadas).
  4. Usar lâmpadas com certificação Inmetro de marcas reconhecidas.
  5. Medir a tensão — se estiver acima de 240V, reportar à concessionária.
🟡 Queda de tensão no circuito de iluminação ✅ Risco Baixo

Causa provável: Tensão abaixo do nominal chegando à lâmpada reduz o brilho. Causas: fio longo e subdimensionado, emenda com mau contato ou problema no neutro.

Passos para resolver

  1. Medir a tensão no soquete com multímetro (esperado: 110–130V ou 210–230V).
  2. Se abaixo, verificar a bitola do fio e emendas no percurso.
  3. Verificar se o neutro está bem conectado no quadro e no ponto de luz.
  4. Corrigir a fiação ou usar lâmpada de maior wattagem enquanto resolve.
🟡 Interruptor com contatos desgastados ✅ Risco Baixo

Causa provável: Os contatos internos do interruptor desgastaram por uso, oxidaram ou o fio está mal fixado no borne — resultado: contato intermitente.

Passos para resolver

  1. Desligar o disjuntor do circuito.
  2. Abrir o interruptor e verificar se os fios estão firmes nos bornes.
  3. Substituir o interruptor — solução definitiva de baixo custo.
  4. Usar interruptor com certificação Inmetro.
⚠️ Neutro como retorno do interruptor — erro de instalação ⚠️ Risco Médio

Causa provável: Em instalações antigas, o neutro foi usado como condutor de retorno do interruptor. Com LED, a corrente de fuga pelo neutro faz a lâmpada permanecer fracamente acesa. É um erro de instalação e representa risco ao trocar lâmpadas.

Passos para resolver

  1. Confirmar com testador de tensão: se o soquete tiver tensão mesmo com o interruptor desligado, confirma o problema.
  2. A correção definitiva exige refazer o circuito trazendo a fase para o interruptor.
  3. Enquanto não corrigir: sempre desligar o disjuntor ao trocar lâmpadas nesse circuito.
🟡 Queda de tensão momentânea — circuito compartilhado ✅ Risco Baixo

Causa provável: A corrente de partida de um aparelho pesado cria queda de tensão momentânea, fazendo as luzes piscar. Indica que a iluminação está no mesmo circuito de cargas pesadas ou fio subdimensionado.

Passos para resolver

  1. Verificar se a iluminação e o aparelho pesado estão no mesmo circuito.
  2. Separar a iluminação em circuito exclusivo (recomendado pela NBR 5410).
  3. Se já estiverem separados, verificar a bitola do fio e as conexões do ramal principal.
🟡 Mau contato no soquete ou interruptor ✅ Risco Baixo

Causa provável: Conexão instável entre lâmpada e soquete, ou contatos oxidados no interruptor. Também pode ser tensão instável da concessionária.

Passos para resolver

  1. Verificar se a lâmpada está bem rosqueada/encaixada no soquete.
  2. Inspecionar o soquete por oxidação ou deformação do contato central.
  3. Verificar e reapertar os fios no interruptor.
  4. Trocar o interruptor se o problema persistir.
  5. Medir a tensão em horários diferentes para descartar instabilidade da rede.

⚠️ Choque elétrico

Leia também: Chuveiro dando choque · Para que serve o fio terra · Como verificar o aterramento

☠️ Falta de aterramento e equipotencialização — risco de eletrocussão ☠️ Risco Crítico

Causa provável: A corrente elétrica está percorrendo as tubulações metálicas da casa. Isso indica ausência de aterramento, falta de equipotencialização, ou neutro partido na entrada criando diferença de potencial.

Passos para resolver

  1. Parar de usar pias, torneiras e chuveiros metálicos até resolver.
  2. Chamar eletricista para verificar o aterramento de toda a instalação.
  3. Instalar equipotencialização (interligar todas as partes metálicas ao barramento de terra).
  4. Verificar a integridade do neutro do ramal de entrada (neutro partido causa choque em tubulações).
☠️ Aparelho com fuga para a carcaça — falta de aterramento ☠️ Risco Crítico

Causa provável: O aparelho tem fuga de corrente interna chegando à carcaça metálica. Sem aterramento, essa corrente não tem caminho seguro e passa pelo usuário.

Passos para resolver

  1. Não usar o aparelho até resolver.
  2. Verificar se a tomada tem fio terra real (não apenas o pino sem condutor).
  3. Instalar aterramento adequado na instalação.
  4. Levar o aparelho para manutenção — a fuga interna também deve ser corrigida.
  5. Instalar DR no circuito — vai disparar ao detectar a fuga.

💰 Conta de luz alta

Leia também: Tarifa branca: vale a pena? · Calculadora de consumo de energia

🟡 Fuga de corrente na fiação ⚠️ Risco Médio

Causa provável: Corrente elétrica está escapando pela isolação deteriorada para a terra. O medidor registra esse consumo mesmo sem aparelhos ligados.

Passos para resolver

  1. Desligar todos os aparelhos e confirmar se o medidor para completamente.
  2. Inspecionar pontos com umidade (sob pias, banheiros, área externa) onde a isolação se deteriora mais rápido.
  3. Testar a isolação da fiação com megôhmetro.
  4. Solicitar releitura do medidor à concessionária para descartar erro de medição.
🟡 Fio subdimensionado dissipando energia como calor 🔴 Risco Alto

Causa provável: Um fio muito fino para a corrente que conduz tem alta resistência elétrica — parte da energia é dissipada como calor em vez de alimentar a carga. Isso aumenta o consumo e representa risco de incêndio.

Passos para resolver

  1. Identificar os circuitos com fios quentes ao toque.
  2. Verificar a bitola dos fios versus a carga de cada circuito.
  3. Substituir os fios subdimensionados — isso reduz a conta e elimina o risco.
🟡 Consumo fantasma ou leitura estimada pela concessionária ✅ Risco Baixo

Causa provável: Aparelhos em stand-by (TV, micro-ondas, videogames, roteadores) consomem energia continuamente. Leituras estimadas por vários meses também geram conta alta quando a leitura real é feita.

Passos para resolver

  1. Desligar aparelhos pelo botão físico, não apenas pelo controle remoto.
  2. Retirar carregadores e fontes da tomada quando não estiverem em uso.
  3. Solicitar releitura do medidor à concessionária se suspeitar de estimativa acumulada.
  4. Instalar medidores inteligentes por tomada para identificar os maiores consumidores.

❄️ Ar-condicionado / Eletrodoméstico

Leia também: Circuito dedicado para ar-condicionado · Instalar carregador de carro elétrico

🟡 Queda de tensão na partida do compressor ✅ Risco Baixo

Causa provável: A alta corrente de partida do motor cria queda momentânea de tensão, fazendo as luzes piscar. Indica iluminação e aparelho no mesmo circuito, ou ramal de entrada subdimensionado.

Passos para resolver

  1. Verificar se a iluminação e o aparelho pesado estão no mesmo circuito.
  2. Separar em circuitos independentes conforme a NBR 5410.
  3. Se já forem separados, verificar a bitola do ramal de entrada — pode estar subdimensionado.
☠️ Neutro partido — sobretensão destrutiva na rede ☠️ Risco Crítico

Causa provável: Com o neutro partido (ramal de entrada ou poste), a tensão entre fases se distribui desigualmente pelos aparelhos. Pontos com cargas menores ficam com tensão muito acima do nominal — destruindo os equipamentos.

Passos para resolver

  1. Chamar a concessionária de energia imediatamente — o problema está na rede externa.
  2. Desligar o disjuntor geral até a concessionária corrigir.
  3. Registrar os danos para pedido de ressarcimento.
  4. Instalar DPS após o conserto para proteção contra surtos futuros.
🔴 Disjuntor curva B em vez de curva C/D para motor ⚠️ Risco Médio

Causa provável: Bombas e motores têm alta corrente de partida (3–7x a nominal). Um disjuntor comum (curva B) interpreta isso como sobrecarga e desarma. O correto é disjuntor curva C ou D para cargas com motor.

Passos para resolver

  1. Substituir o disjuntor por um do tipo curva C (uso residencial) ou curva D (industrial).
  2. Dimensionar a amperagem: corrente nominal do motor × fator de serviço.
  3. Verificar se o rolamento do motor não está travado — motor travado puxa corrente excessiva.
🔴 Ar-condicionado sem circuito exclusivo ⚠️ Risco Médio

Causa provável: A NBR 5410 exige circuito exclusivo para ar-condicionado. Sem isso, a corrente de partida do compressor sobrecarrega o circuito compartilhado e desarma o disjuntor.

Passos para resolver

  1. Instalar um circuito exclusivo para o ar-condicionado (fio + disjuntor dimensionados para o equipamento).
  2. Consultar a etiqueta do aparelho para a corrente nominal.
  3. Dimensionar o disjuntor: mínimo 20A para split de 12.000 BTU em 220V.
  4. Usar fio mínimo de 2,5mm² (verificar conforme a potência do aparelho).
🔴 Disjuntor subdimensionado para a corrente de partida ⚠️ Risco Médio

Causa provável: Na partida, o compressor consome 3–5x a corrente nominal por alguns segundos. Um disjuntor de amperagem baixa não suporta essa corrente de partida e desarma.

Passos para resolver

  1. Verificar a corrente de partida na etiqueta do aparelho ou manual.
  2. Substituir o disjuntor pelo tamanho adequado (20A–32A conforme os BTU).
  3. Verificar se o fio é compatível com o novo disjuntor.
  4. Em motores grandes, usar disjuntor curva C (tolera corrente de partida elevada por tempo curto).

🚪 Portão / Cerca elétrica

Leia também: Aterramento residencial com haste · Como verificar o aterramento

🟡 Falha no motor, receptor ou alimentação do portão ✅ Risco Baixo

Causa provável: O portão pode não responder por disjuntor desarmado, receptor de RF com defeito, placa queimada por surto, fio de alimentação com mau contato ou motor travado.

Passos para resolver

  1. Verificar se o disjuntor do portão está armado.
  2. Testar com o controle reserva — se funcionar, o controle original precisa de troca ou reprogramação.
  3. Medir a tensão nos bornes do motor com multímetro.
  4. Inspecionar a placa eletrônica por marcas de queimado (surto).
  5. Verificar se o motor move manualmente pelo cabo de emergência.
🟡 Interferência de radiofrequência ou placa com defeito ✅ Risco Baixo

Causa provável: O receptor de RF está captando sinal de outros dispositivos na mesma frequência (vizinhos com o mesmo controle), ou a placa eletrônica tem defeito gerando acionamentos falsos.

Passos para resolver

  1. Verificar se outros portões da rua usam o mesmo controle remoto.
  2. Reprogramar o receptor com novo código (consultar manual do motor).
  3. Se persistir, substituir a placa eletrônica.
  4. Verificar se a bateria do controle não está fraca — bateria fraca pode emitir sinal contínuo.
🟡 Vegetação nos fios ou central da cerca com defeito ✅ Risco Baixo

Causa provável: Plantas encostando nos fios causam fuga de corrente para a terra, desarmando o disjuntor. A central eletrônica com defeito também pode gerar curto.

Passos para resolver

  1. Inspecionar todo o percurso dos fios da cerca por galhos ou plantas encostando.
  2. Podar a vegetação e isolar os pontos de contato.
  3. Se não houver vegetação, desconectar os fios da central — se o disjuntor parar de cair, a central está com defeito.
  4. Substituir a central se confirmado.

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