Diagnóstico Elétrico
Responda as perguntas abaixo e descubra a causa do problema na sua instalação.
Como funciona: Selecione onde está o problema e responda as perguntas. Em poucos passos você recebe o diagnóstico técnico com a causa provável, os passos para resolver e o nível de risco.
Todos os problemas elétricos cobertos
Os 43 diagnósticos da ferramenta, com a causa provável e os passos para resolver cada um. Use o diagnóstico acima para chegar direto ao seu caso, ou consulte a lista completa abaixo.
🚿 Chuveiro elétrico
Leia também: Qual disjuntor usar no chuveiro · Chuveiro não esquenta: o que verificar · Como montar o circuito do chuveiro
Fuga de corrente no chuveiro — risco de eletrocussão ☠️ Risco Crítico
Causa provável: A corrente elétrica está chegando à carcaça, ao encanamento ou à água. Causas: resistência com defeito e fuga para a carcaça, falta de aterramento, ou neutro partido na entrada da casa.
Passos para resolver
- PARAR DE USAR O CHUVEIRO IMEDIATAMENTE.
- Desligar o disjuntor do chuveiro e não religar.
- Chamar eletricista para verificar o aterramento de toda a instalação.
- Confirmar se há fio terra chegando ao chuveiro e se o eletrodo de aterramento está instalado.
- Instalar DR no circuito do chuveiro — obrigatório por norma.
Resistência em início de falha / conexão interna solta 🔴 Risco Alto
Causa provável: O estalido ou faísca indica que a resistência está falhando ou há uma conexão interna frouxa gerando arco elétrico. Se não tratado, evolui para resistência queimada.
Passos para resolver
- Desligar o disjuntor do chuveiro imediatamente.
- Abrir o chuveiro e inspecionar todas as conexões internas — apertar bornes frouxos.
- Testar a resistência com multímetro.
- Substituir a resistência se houver qualquer sinal de dano.
- Não usar o chuveiro até a inspeção ser concluída.
Disjuntor do chuveiro desarmado ⚠️ Risco Médio
Causa provável: O disjuntor desarmou por sobrecarga ou por curto na resistência. Isso é proteção funcionando — não religar sem investigar.
Passos para resolver
- Não religar o disjuntor imediatamente.
- Verificar visualmente o chuveiro (cheiro de queimado, marcas pretas).
- Testar a resistência com multímetro: se marcar 0Ω, está em curto — substituir antes de religar.
- Verificar se o disjuntor é compatível com a potência (25A para 5500W/220V).
- Após correção, armar o disjuntor e observar se mantém armado.
Tensão incorreta na instalação 🔴 Risco Alto
Causa provável: O chuveiro está operando com tensão diferente da especificada. Chuveiro 220V ligado em 127V fica morno ou frio. O inverso (127V em ponto 220V) queima a resistência instantaneamente.
Passos para resolver
- Medir a tensão na saída do chuveiro com multímetro (fase-neutro).
- Verificar a etiqueta do chuveiro para confirmar a tensão nominal.
- Se a tensão estiver errada: corrigir o circuito ou substituir o chuveiro pelo modelo adequado.
- Nunca alterar a tensão da instalação sem verificar todos os aparelhos do circuito.
Resistência em fim de vida útil ou queda de tensão ⚠️ Risco Médio
Causa provável: A resistência está aquecendo parcialmente (fim de vida) ou há queda de tensão no circuito causada por fio subdimensionado ou conexão com mau contato.
Passos para resolver
- Medir a tensão diretamente nos bornes do chuveiro com ele ligado — se for menor que 200V para um chuveiro 220V, há queda excessiva.
- Verificar a bitola do fio do chuveiro (mínimo 4mm² para 5500W).
- Verificar se as conexões no disjuntor e na tomada do chuveiro estão firmes.
- Se a tensão estiver correta, substituir a resistência.
Disjuntor subdimensionado para o chuveiro ⚠️ Risco Médio
Causa provável: O disjuntor tem capacidade menor que a corrente nominal do chuveiro. Um chuveiro de 5500W em 220V consome 25A — um disjuntor de 20A vai desarmar ao ligar.
Passos para resolver
- Calcular a corrente do chuveiro: I = P ÷ V (ex: 5500W ÷ 220V = 25A).
- Substituir o disjuntor pelo tamanho correto (25A ou 32A para alta potência).
- Verificar se o fio do circuito aguenta a nova corrente (mínimo 4mm² para 25A–30A).
- Nunca aumentar o disjuntor sem verificar a bitola do fio antes.
Curto-circuito na resistência do chuveiro 🔴 Risco Alto
Causa provável: A resistência está em curto-circuito interno. Com disjuntor de 25A ou mais, o curto na resistência ainda provoca o desarme instantâneo.
Passos para resolver
- Desligar o disjuntor e não religar.
- Abrir o chuveiro e testar a resistência com multímetro: leitura de 0Ω confirma o curto.
- Substituir a resistência pelo modelo correto.
- Após substituição, armar o disjuntor e testar.
Resistência com curto-circuito interno 🔴 Risco Alto
Causa provável: A resistência queimou de forma mais severa, causando um curto interno. O estalido ou cheiro indica que o elemento fundiu e pode ter danificado outros componentes do chuveiro.
Passos para resolver
- Desligar o disjuntor do chuveiro imediatamente e não religar.
- Substituir a resistência e inspecionar os demais componentes internos (termostato, bornes).
- Verificar se o disjuntor está correto para a potência do chuveiro (25A para 5500W em 220V).
- Testar a instalação com multímetro antes de religar.
Resistência queimada ⚠️ Risco Médio
Causa provável: A resistência elétrica interna queimou — causa mais comum de chuveiro frio. Geralmente ocorre por incrustação de calcário (que superaquece o elemento), surtos de tensão ou fim da vida útil.
Passos para resolver
- Desligar o disjuntor do chuveiro antes de qualquer intervenção.
- Abrir a tampa e inspecionar a resistência visualmente (marcas pretas, deformação).
- Testar a continuidade da resistência com multímetro — deve marcar entre 8Ω e 30Ω conforme a potência.
- Substituir a resistência pelo modelo compatível (mesma potência e tensão).
- Instalar DPS no quadro se não houver, para evitar recorrência por surtos.
⚡ Disjuntor / Quadro elétrico
Leia também: Disjuntor desarmando sem motivo · Qual disjuntor usar em cada circuito · Quantos disjuntores o quadro precisa
Borne frouxo ou barramento superaquecido — risco de incêndio ☠️ Risco Crítico
Causa provável: Conexão frouxa entre fio e disjuntor (ou barramento pente) gera resistência elétrica no ponto de contato, que aquece progressivamente. É uma das principais causas de incêndio elétrico residencial.
Passos para resolver
- Desligar o disjuntor geral antes de qualquer inspeção no quadro.
- Verificar todos os bornes dos disjuntores: procurar marcas escuras, fios decolorados ou plástico derretido.
- Apertar todos os parafusos de fixação dos fios nos disjuntores.
- Substituir disjuntores com sinais visíveis de queimado.
- Se houver danos no barramento, chamar eletricista — pode ser necessário substituir o quadro.
Conexão frouxa no barramento — arco elétrico ☠️ Risco Crítico
Causa provável: Barramento pente ou borne de fio frouxo gera calor por resistência de contato. O barulho (estalido) pode indicar arco elétrico — situação de alto risco de incêndio.
Passos para resolver
- Desligar o disjuntor geral imediatamente.
- Verificar visualmente todas as conexões do quadro.
- Apertar os parafusos do barramento pente e dos bornes de todos os disjuntores.
- Se houver barulho recorrente ou marcas de arco, chamar eletricista — pode ser necessário substituir o barramento.
Curto-circuito ativo no circuito 🔴 Risco Alto
Causa provável: Há contato direto entre fase e neutro em algum ponto da fiação ou em algum aparelho. O disjuntor atua imediatamente como proteção.
Passos para resolver
- Não tentar armar o disjuntor repetidamente — isso pode danificá-lo.
- Desconectar todos os aparelhos do circuito.
- Tentar armar o disjuntor sem nada conectado: se armar, o problema está em um aparelho.
- Se não armar mesmo sem carga, o curto está na fiação — rastrear o percurso por danos visíveis.
- Verificar emendas, caixas de passagem e pontos onde fios passam por dobras apertadas.
Sobrecarga no circuito / disjuntor subdimensionado ⚠️ Risco Médio
Causa provável: A soma das cargas ligadas no circuito excede a capacidade do disjuntor. Ou o disjuntor foi instalado com amperagem insuficiente para os aparelhos do circuito.
Passos para resolver
- Identificar todos os aparelhos no circuito que desarmou.
- Somar as potências e calcular a corrente total: I = P ÷ V.
- Se ultrapassar 80% da capacidade do disjuntor, há sobrecarga.
- Dividir os aparelhos em mais circuitos ou substituir o disjuntor por maior capacidade.
- Nunca aumentar o disjuntor sem antes verificar a bitola do fio — o fio deve ser dimensionado primeiro.
Fuga de corrente ou disjuntor com defeito ⚠️ Risco Médio
Causa provável: Fuga de corrente por isolação deteriorada faz o disjuntor desarmar intermitentemente. Também pode ser um bimetálico desgastado que atua em correntes abaixo do nominal.
Passos para resolver
- Verificar visualmente a isolação dos fios no quadro e nas caixas de passagem.
- Se possível, testar a isolação da fiação com megôhmetro.
- Se a fiação estiver íntegra, substituir o disjuntor — bimetálicos envelhecidos perdem calibração.
- Verificar se o desarme ocorre mais em dias quentes (temperatura afeta o bimetálico).
Fuga de corrente no aparelho elétrico — DR funcionando corretamente 🔴 Risco Alto
Causa provável: O aparelho específico tem fuga interna para a carcaça ou para a terra. O DR detecta a diferença de corrente entre fase e neutro e desarma como proteção. Isso é proteção funcionando, não defeito do DR.
Passos para resolver
- Identificar o aparelho culpado (ligar um de cada vez para confirmar).
- Não usar o aparelho com defeito até revisão técnica.
- Verificar se o aparelho tem aterramento real (pino terra conectado).
- Levar para manutenção — componentes internos com fuga precisam de reparo.
- Se o chuveiro for o culpado: verificar resistência e aterramento da instalação.
Fuga na fiação ou neutro/terra mal segregados 🔴 Risco Alto
Causa provável: Corrente vazando pela isolação deteriorada da fiação ou neutro e terra conectados fora do quadro principal (criando laço de corrente contínua que dispara o DR).
Passos para resolver
- Verificar se o neutro e terra estão separados corretamente no quadro (devem se unir apenas no barramento principal).
- Inspecionar a fiação em pontos com umidade (sob pias, banheiros, área externa).
- Testar a isolação da fiação com megôhmetro se disponível.
- Verificar emendas feitas fora de caixas de passagem.
🔌 Tomada
Leia também: Tomada esquentando: o que fazer · Cheiro de queimado na tomada · Como instalar tomada elétrica
Arco elétrico por contato desgastado — risco de incêndio ☠️ Risco Crítico
Causa provável: Contatos desgastados criaram arco elétrico que carbonizou a tomada. Risco real de incêndio, especialmente em caixas plásticas.
Passos para resolver
- Desligar o disjuntor do circuito imediatamente.
- Substituir a tomada — nunca reutilizar uma tomada queimada.
- Inspecionar a caixa elétrica e os fios atrás da tomada por marcas de calor.
- Substituir fios danificados pelo calor.
- Verificar o dimensionamento do circuito para evitar recorrência.
Contatos desgastados ou fio solto ⚠️ Risco Médio
Causa provável: Faísca forte ao plugar indica contatos desgastados, fio solto no borne ou sobrecarga iminente. Uma faísca muito pequena em aparelhos com capacitor interno pode ser normal — mas faísca visível e forte não.
Passos para resolver
- Desligar o disjuntor e inspecionar a tomada.
- Verificar e reapertar os fios atrás da tomada.
- Substituir a tomada se os contatos estiverem desgastados.
- Verificar se o aparelho plugado não tem defeito interno.
Tomada desgastada ou padrão incompatível ✅ Risco Baixo
Causa provável: Os contatos metálicos perderam a pressão de mola por uso excessivo, não segurando mais o plugue. Ou a tomada é do padrão antigo (2 pinos redondos) incompatível com o NBR 14136.
Passos para resolver
- Substituir a tomada por uma nova com certificação Inmetro, padrão NBR 14136.
- Aproveitar para verificar os fios chegando — verificar o estado do isolamento.
- Se o padrão antigo está em toda a casa, planejar atualização gradual.
Fase tocando a caixa / falta de aterramento ☠️ Risco Crítico
Causa provável: Choque ao tocar a tomada indica fase em contato com a caixa elétrica metálica sem aterramento, ou fio com isolação rompida encostando no metal. Risco de eletrocussão.
Passos para resolver
- Parar de usar a tomada imediatamente.
- Desligar o disjuntor do circuito.
- Abrir a caixa e verificar se algum fio está encostando no metal.
- Verificar se há fio terra chegando à tomada e se a caixa está aterrada.
- Não religar sem resolver o aterramento.
Disjuntor do circuito desarmado ✅ Risco Baixo
Causa provável: O disjuntor que protege o circuito da tomada desarmou por sobrecarga ou curto. Proteção funcionando normalmente.
Passos para resolver
- Identificar qual disjuntor protege o circuito dessa tomada.
- Desconectar todos os aparelhos desse circuito.
- Armar o disjuntor — se cair imediatamente, há curto na fiação.
- Se armar, ligar os aparelhos um a um para identificar qual causa sobrecarga.
- Redistribuir cargas em outros circuitos se necessário.
Fio solto atrás da tomada ou fio partido ✅ Risco Baixo
Causa provável: Com o disjuntor armado e a tomada sem tensão, o problema está na própria tomada ou no fio. Causas comuns: fio desprendido do borne, tomada oxidada ou fio partido dentro da parede.
Passos para resolver
- Desligar o disjuntor do circuito.
- Remover a tomada da caixa e verificar se os fios estão firmes nos bornes.
- Reconectar fios soltos com parafuso bem apertado.
- Se os fios estiverem firmes, testar a continuidade do fio com multímetro a partir do quadro.
- Fio partido dentro da parede exige passagem de novo condutor no eletroduto.
Tomada 10A com carga de 20A — risco de incêndio 🔴 Risco Alto
Causa provável: Aparelhos de alta potência (acima de 1500W em 127V ou acima de 3000W em 220V) exigem tomada de 20A. Uma tomada de 10A com essa carga aquece, deteriora e pode causar incêndio.
Passos para resolver
- Verificar a potência do aparelho na etiqueta (em Watts).
- Calcular a corrente: I = P ÷ V. Se for acima de 10A, a tomada deve ser de 20A.
- Substituir a tomada pela versão de 20A.
- Verificar se o fio do circuito suporta a corrente (mínimo 2,5mm² para 20A).
- Verificar se o disjuntor é compatível (20A para tomadas de 20A).
Contatos internos desgastados ou fiação subdimensionada ⚠️ Risco Médio
Causa provável: Os contatos metálicos internos da tomada estão oxidados ou desgastados, gerando resistência e calor. Ou a fiação chegando à tomada está subdimensionada para a carga.
Passos para resolver
- Substituir a tomada por uma nova com certificação Inmetro.
- Verificar a bitola do fio do circuito — mínimo 2,5mm² para circuitos de tomadas.
- Verificar se as conexões no borne estão firmes.
- Evitar uso de extensões e benjamins nessa tomada.
💡 Iluminação / Lâmpada
Leia também: Luz piscando na casa: causas · Interruptor paralelo (three-way)
LED queimando rápido — surtos ou soquete com mau contato ✅ Risco Baixo
Causa provável: LEDs são sensíveis a surtos de tensão e temperatura elevada. Causas comuns de vida útil curta: picos de tensão, soquete com mau contato gerando calor, luminária fechada sem ventilação ou lâmpada sem certificação.
Passos para resolver
- Verificar se há DPS instalado no quadro (proteção contra surtos).
- Inspecionar e limpar o soquete — substituir se oxidado.
- Verificar se a luminária permite circulação de ar (LED superaquece em luminárias fechadas).
- Usar lâmpadas com certificação Inmetro de marcas reconhecidas.
- Medir a tensão — se estiver acima de 240V, reportar à concessionária.
Queda de tensão no circuito de iluminação ✅ Risco Baixo
Causa provável: Tensão abaixo do nominal chegando à lâmpada reduz o brilho. Causas: fio longo e subdimensionado, emenda com mau contato ou problema no neutro.
Passos para resolver
- Medir a tensão no soquete com multímetro (esperado: 110–130V ou 210–230V).
- Se abaixo, verificar a bitola do fio e emendas no percurso.
- Verificar se o neutro está bem conectado no quadro e no ponto de luz.
- Corrigir a fiação ou usar lâmpada de maior wattagem enquanto resolve.
Interruptor com contatos desgastados ✅ Risco Baixo
Causa provável: Os contatos internos do interruptor desgastaram por uso, oxidaram ou o fio está mal fixado no borne — resultado: contato intermitente.
Passos para resolver
- Desligar o disjuntor do circuito.
- Abrir o interruptor e verificar se os fios estão firmes nos bornes.
- Substituir o interruptor — solução definitiva de baixo custo.
- Usar interruptor com certificação Inmetro.
Neutro como retorno do interruptor — erro de instalação ⚠️ Risco Médio
Causa provável: Em instalações antigas, o neutro foi usado como condutor de retorno do interruptor. Com LED, a corrente de fuga pelo neutro faz a lâmpada permanecer fracamente acesa. É um erro de instalação e representa risco ao trocar lâmpadas.
Passos para resolver
- Confirmar com testador de tensão: se o soquete tiver tensão mesmo com o interruptor desligado, confirma o problema.
- A correção definitiva exige refazer o circuito trazendo a fase para o interruptor.
- Enquanto não corrigir: sempre desligar o disjuntor ao trocar lâmpadas nesse circuito.
Queda de tensão momentânea — circuito compartilhado ✅ Risco Baixo
Causa provável: A corrente de partida de um aparelho pesado cria queda de tensão momentânea, fazendo as luzes piscar. Indica que a iluminação está no mesmo circuito de cargas pesadas ou fio subdimensionado.
Passos para resolver
- Verificar se a iluminação e o aparelho pesado estão no mesmo circuito.
- Separar a iluminação em circuito exclusivo (recomendado pela NBR 5410).
- Se já estiverem separados, verificar a bitola do fio e as conexões do ramal principal.
Mau contato no soquete ou interruptor ✅ Risco Baixo
Causa provável: Conexão instável entre lâmpada e soquete, ou contatos oxidados no interruptor. Também pode ser tensão instável da concessionária.
Passos para resolver
- Verificar se a lâmpada está bem rosqueada/encaixada no soquete.
- Inspecionar o soquete por oxidação ou deformação do contato central.
- Verificar e reapertar os fios no interruptor.
- Trocar o interruptor se o problema persistir.
- Medir a tensão em horários diferentes para descartar instabilidade da rede.
⚠️ Choque elétrico
Leia também: Chuveiro dando choque · Para que serve o fio terra · Como verificar o aterramento
Falta de aterramento e equipotencialização — risco de eletrocussão ☠️ Risco Crítico
Causa provável: A corrente elétrica está percorrendo as tubulações metálicas da casa. Isso indica ausência de aterramento, falta de equipotencialização, ou neutro partido na entrada criando diferença de potencial.
Passos para resolver
- Parar de usar pias, torneiras e chuveiros metálicos até resolver.
- Chamar eletricista para verificar o aterramento de toda a instalação.
- Instalar equipotencialização (interligar todas as partes metálicas ao barramento de terra).
- Verificar a integridade do neutro do ramal de entrada (neutro partido causa choque em tubulações).
Aparelho com fuga para a carcaça — falta de aterramento ☠️ Risco Crítico
Causa provável: O aparelho tem fuga de corrente interna chegando à carcaça metálica. Sem aterramento, essa corrente não tem caminho seguro e passa pelo usuário.
Passos para resolver
- Não usar o aparelho até resolver.
- Verificar se a tomada tem fio terra real (não apenas o pino sem condutor).
- Instalar aterramento adequado na instalação.
- Levar o aparelho para manutenção — a fuga interna também deve ser corrigida.
- Instalar DR no circuito — vai disparar ao detectar a fuga.
💰 Conta de luz alta
Leia também: Tarifa branca: vale a pena? · Calculadora de consumo de energia
Fuga de corrente na fiação ⚠️ Risco Médio
Causa provável: Corrente elétrica está escapando pela isolação deteriorada para a terra. O medidor registra esse consumo mesmo sem aparelhos ligados.
Passos para resolver
- Desligar todos os aparelhos e confirmar se o medidor para completamente.
- Inspecionar pontos com umidade (sob pias, banheiros, área externa) onde a isolação se deteriora mais rápido.
- Testar a isolação da fiação com megôhmetro.
- Solicitar releitura do medidor à concessionária para descartar erro de medição.
Fio subdimensionado dissipando energia como calor 🔴 Risco Alto
Causa provável: Um fio muito fino para a corrente que conduz tem alta resistência elétrica — parte da energia é dissipada como calor em vez de alimentar a carga. Isso aumenta o consumo e representa risco de incêndio.
Passos para resolver
- Identificar os circuitos com fios quentes ao toque.
- Verificar a bitola dos fios versus a carga de cada circuito.
- Substituir os fios subdimensionados — isso reduz a conta e elimina o risco.
Consumo fantasma ou leitura estimada pela concessionária ✅ Risco Baixo
Causa provável: Aparelhos em stand-by (TV, micro-ondas, videogames, roteadores) consomem energia continuamente. Leituras estimadas por vários meses também geram conta alta quando a leitura real é feita.
Passos para resolver
- Desligar aparelhos pelo botão físico, não apenas pelo controle remoto.
- Retirar carregadores e fontes da tomada quando não estiverem em uso.
- Solicitar releitura do medidor à concessionária se suspeitar de estimativa acumulada.
- Instalar medidores inteligentes por tomada para identificar os maiores consumidores.
❄️ Ar-condicionado / Eletrodoméstico
Leia também: Circuito dedicado para ar-condicionado · Instalar carregador de carro elétrico
Queda de tensão na partida do compressor ✅ Risco Baixo
Causa provável: A alta corrente de partida do motor cria queda momentânea de tensão, fazendo as luzes piscar. Indica iluminação e aparelho no mesmo circuito, ou ramal de entrada subdimensionado.
Passos para resolver
- Verificar se a iluminação e o aparelho pesado estão no mesmo circuito.
- Separar em circuitos independentes conforme a NBR 5410.
- Se já forem separados, verificar a bitola do ramal de entrada — pode estar subdimensionado.
Neutro partido — sobretensão destrutiva na rede ☠️ Risco Crítico
Causa provável: Com o neutro partido (ramal de entrada ou poste), a tensão entre fases se distribui desigualmente pelos aparelhos. Pontos com cargas menores ficam com tensão muito acima do nominal — destruindo os equipamentos.
Passos para resolver
- Chamar a concessionária de energia imediatamente — o problema está na rede externa.
- Desligar o disjuntor geral até a concessionária corrigir.
- Registrar os danos para pedido de ressarcimento.
- Instalar DPS após o conserto para proteção contra surtos futuros.
Disjuntor curva B em vez de curva C/D para motor ⚠️ Risco Médio
Causa provável: Bombas e motores têm alta corrente de partida (3–7x a nominal). Um disjuntor comum (curva B) interpreta isso como sobrecarga e desarma. O correto é disjuntor curva C ou D para cargas com motor.
Passos para resolver
- Substituir o disjuntor por um do tipo curva C (uso residencial) ou curva D (industrial).
- Dimensionar a amperagem: corrente nominal do motor × fator de serviço.
- Verificar se o rolamento do motor não está travado — motor travado puxa corrente excessiva.
Ar-condicionado sem circuito exclusivo ⚠️ Risco Médio
Causa provável: A NBR 5410 exige circuito exclusivo para ar-condicionado. Sem isso, a corrente de partida do compressor sobrecarrega o circuito compartilhado e desarma o disjuntor.
Passos para resolver
- Instalar um circuito exclusivo para o ar-condicionado (fio + disjuntor dimensionados para o equipamento).
- Consultar a etiqueta do aparelho para a corrente nominal.
- Dimensionar o disjuntor: mínimo 20A para split de 12.000 BTU em 220V.
- Usar fio mínimo de 2,5mm² (verificar conforme a potência do aparelho).
Disjuntor subdimensionado para a corrente de partida ⚠️ Risco Médio
Causa provável: Na partida, o compressor consome 3–5x a corrente nominal por alguns segundos. Um disjuntor de amperagem baixa não suporta essa corrente de partida e desarma.
Passos para resolver
- Verificar a corrente de partida na etiqueta do aparelho ou manual.
- Substituir o disjuntor pelo tamanho adequado (20A–32A conforme os BTU).
- Verificar se o fio é compatível com o novo disjuntor.
- Em motores grandes, usar disjuntor curva C (tolera corrente de partida elevada por tempo curto).
🚪 Portão / Cerca elétrica
Leia também: Aterramento residencial com haste · Como verificar o aterramento
Falha no motor, receptor ou alimentação do portão ✅ Risco Baixo
Causa provável: O portão pode não responder por disjuntor desarmado, receptor de RF com defeito, placa queimada por surto, fio de alimentação com mau contato ou motor travado.
Passos para resolver
- Verificar se o disjuntor do portão está armado.
- Testar com o controle reserva — se funcionar, o controle original precisa de troca ou reprogramação.
- Medir a tensão nos bornes do motor com multímetro.
- Inspecionar a placa eletrônica por marcas de queimado (surto).
- Verificar se o motor move manualmente pelo cabo de emergência.
Interferência de radiofrequência ou placa com defeito ✅ Risco Baixo
Causa provável: O receptor de RF está captando sinal de outros dispositivos na mesma frequência (vizinhos com o mesmo controle), ou a placa eletrônica tem defeito gerando acionamentos falsos.
Passos para resolver
- Verificar se outros portões da rua usam o mesmo controle remoto.
- Reprogramar o receptor com novo código (consultar manual do motor).
- Se persistir, substituir a placa eletrônica.
- Verificar se a bateria do controle não está fraca — bateria fraca pode emitir sinal contínuo.
Vegetação nos fios ou central da cerca com defeito ✅ Risco Baixo
Causa provável: Plantas encostando nos fios causam fuga de corrente para a terra, desarmando o disjuntor. A central eletrônica com defeito também pode gerar curto.
Passos para resolver
- Inspecionar todo o percurso dos fios da cerca por galhos ou plantas encostando.
- Podar a vegetação e isolar os pontos de contato.
- Se não houver vegetação, desconectar os fios da central — se o disjuntor parar de cair, a central está com defeito.
- Substituir a central se confirmado.